“Fala, estudante!”: equipe gestora do Campus de Campo Mourão se reúne com representantes estudantis
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A noite dessa quarta-feira (20) foi marcada por um momento de diálogo entre a equipe gestora da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Campo Mourão, e os(as) representantes estudantis da instituição. Na ocasião, foi realizado o primeiro encontro “Fala, estudante! Diálogos com a Direção”.
A iniciativa partiu da atual direção-geral, composta pela profa. Me. Ceres América Magalhães Ribas (diretora) e pelo prof. Dr. Jorge Leandro Delconte Ferreira (vice-diretor). Participaram dessa primeira edição representantes de turmas da graduação e dos Centros Acadêmicos dos cursos de História e Pedagogia. Os(As) líderes de turmas da pós-graduação também foram convidados(as) a participar do momento.
A diretora-geral abriu o encontro destacando que o objetivo da iniciativa é promover uma maior aproximação entre as instâncias gestora e acadêmica do Campus, além de fortalecer e apoiar as entidades de organização estudantil. O momento também possibilitou apresentar aos(às) discentes um panorama sobre a gestão de recursos, os processos licitatórios e as limitações orçamentárias que impactam diretamente o cotidiano da universidade e do próprio Campus, bem como o planejamento institucional para o próximo ano.
Na sequência, os(as) participantes puderam sanar dúvidas, fazer questionamentos e contribuir com sugestões voltadas à ampliação da participação estudantil no Campus. Durante o encontro, foram esclarecidas, por exemplo, questões relacionadas à infraestrutura do prédio, como o espaço físico, além de informações sobre programas de subsídios, a exemplo da moradia estudantil e de refeições.
Também participaram do encontro, inclusive com intervenções para esclarecimentos, o chefe da Divisão de Assuntos Estudantis (DIVAS), prof. Dr. Dhênis Rosina, a chefe da Divisão de Graduação, profa. Dra. Analice Czyzewski, e o coordenador Administrativo, agente universitário Me. Joab Jacometti.
Em geral, os(as) representantes estudantis presentes elogiaram a iniciativa da direção e reforçaram a importância dessa aproximação com os(as) discentes. Alguns afirmaram, até mesmo, que a proposta contribuiu para modificar a percepção que tinham da atual equipe gestora.
Para Kaori Kume, estudante do segundo ano do curso de História, representante da turma e integrante do Centro Acadêmico de História (CAHIS) e da União Paranaense dos Estudantes (UPE) na regional da Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão (Comcam), a atividade foi importante sobretudo para esclarecer demandas estudantis e estreitar a relação entre os(as) acadêmicos(as) e a gestão do Campus.
Segundo ela, o encontro possibilitou compreender melhor questões internas da instituição, sanar dúvidas recorrentes e apresentar encaminhamentos para pautas levantadas pelos(as) colegas, como melhorias na estrutura física, e no funcionamento dos espaços acadêmicos. “Iniciativas como essa são algo que eu acho muito legal. Foi muito esclarecedor. Agora é a hora do movimento [estudantil] trabalhar muito”, disse Kaori.
Para Luiz Fernando Meira Lasaro, calouro do curso de Administração e representante do 1º ano A, a reunião abordou diversos temas relevantes, tornando difícil destacar apenas um ponto como principal. Ainda assim, ele ressaltou a abertura da direção ao diálogo e à escuta dos(as) acadêmicos(as) como um dos aspectos mais significativos.
De acordo com o estudante, a oportunidade de sanar dúvidas, compreender melhor os desafios enfrentados pela instituição e perceber o interesse da gestão em entender a realidade vivida pelos(as) discentes no cotidiano acadêmico tornou a experiência positiva e enriquecedora. Luiz Fernando também enfatizou a importância de ouvir quem vivencia diariamente as salas de aulas do Campus e defendeu que os desafios da comunidade universitária devem ser compreendidos de forma coletiva, sem atribuições simplistas de culpa entre estudantes, professores, demais servidores ou direção.
Além das pautas estudantis e estruturais debatidas durante o encontro, os(as) representantes também apontaram como relevante o acesso a informações sobre os processos administrativos e financeiros da universidade, tema que muitos afirmaram desconhecer até então.
Exemplo disso é a avaliação da estudante Maria Clara Roque Bijari. Acadêmica do terceiro ano de Pedagogia, representante da turma do período noturno e integrante do Centro Acadêmico do curso, para ela, foi compreender como funcionam os processos de licitação e destinação de recursos para a universidade, além de perceber os limites orçamentários enfrentados pela instituição. A veterana também destacou que a atual gestão tem demonstrado maior abertura ao diálogo e flexibilidade na relação com os(as) acadêmicos(as).
“Eu acredito que é muito importante a gente ter o entendimento de todo esse processo de licitação governamental, como os recursos são conquistados e que a verba que hoje o Campus recebe é para custeio. Então, eu acredito que foi muito importante nós acadêmicos termos contato com essas informações e entender como o processo está sendo feito”, pontuou Maria Clara.
A avaliação da direção sobre essa primeira edição da ação foi positiva. Segundo a equipe gestora, o momento também representou mais um passo para a concretização propostas previstas em seu plano de gestão relacionadas à assistência e permanência estudantil, bem como ao apoio às entidades de organização estudantis.
Para o vice-diretor, iniciativas como essa também contribuem para fortalecer a construção coletiva da universidade. “Uma universidade pública é construída coletivamente. Quando os estudantes ocupam esses espaços de participação, conseguimos transformar demandas isoladas em discussões mais amplas sobre o presente e o futuro do Campus”, salientou o professor Jorge.
Ao destacar os impactos da iniciativa para a comunidade acadêmica, a professora Ceres enfatizou a importância da escuta ativa dos(as) estudantes. “A permanência estudantil precisa ser pensada para além da sala de aula. Quando ouvimos os acadêmicos e as acadêmicas, entendemos melhor as necessidades reais da comunidade discente e conseguimos construir encaminhamentos mais efetivos dentro das condições institucionais”, afirmou a diretora, ao informar que a proposta é realizar duas edições do encontro por ano, com previsão de a próxima acontecer na primeira quinzena de outubro.
